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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Collor

Depois de cumprir a suspensão dos seus direitos políticos, Collor se elegeu Senador por Alagoas. Na página da Globo News vê-se uma entrevista muito interessante com ele. Relata vários episódios que envolveram seu julgamento político e seu afastamento da Presidência.
Mas, sem dúvida, o mais intrigante é a revelação de que ele escreveu um livro, que quando for publicado irá abalar o cenário político brasileiro. O que será de tão revelador que pode existir nas páginas desse livro? A julgar pelas últimas cenas dos nossos políticos, acho melhor ele se apressar ou seu escrito poderá ficar ultrapassado.
Bem, os hackers de plantão já podem começar a se mexer. Afinal, ele revelou que publicou alguns trechos em um site. Não deve ser tão difícil de localizá-lo. Na Internet se acha tudo.
Esperamos por essa publicação. Realmente, o ex-presidente deve ter muito a revelar e espero também que ele não poupe ninguém. Nem mesmo seus aliados de momento, que naquala época estavam do outro lado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Oportunidade

Passamos por uma crise mundial muito aguda. Entretanto, dessa vez, estávamos mais preparados para enfrentá-la. Com a estabilidade econômica conseguida na década de 1990 e com sua continuação até os dias de hoje, tivemos a oportunidade de arrumar a casa: aumentamos nossas reservas cambiais, mantivemos a inflação sob controle, continuamos com o superavit primário e uma taxa de câmbio flutuante.
Mas isso já estava pronto, bastava apenas proseguir. Muito ainda havia por fazer e poderíamos ter surfado na maré de bonanças em que o mundo estava. Precisávamos de várias reformas: política, previdenciária, administrativa e tributária. Não fizemos nenhuma, passamos sete anos apenas aperfeiçoando programas sociais, que visivelmente atraem mais eleitores, do que realmente avarnçarmos em algo mais estruturante.
E por que poderíamos ter alcançado tudo isso? Um governo nunca foi tão bem avaliado, bastava vontade para implementar as reformas. Mas o caminho escolhido foi outro e perdemos a oportunidade.
Agora estamos vivendo em uma incerteza. Não sabemos o que virá no horizonte e temos apenas mais um ano desse governo, que parece muito mais empenhado em manter o poder do que pensar no futuro do país.
Que isso sirva de lição para todos nós.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caso Robin Williams

No programa do David Latterman, Robin Williams, conhecido por suas maluquices, fez uma piada com o fato do Rio ter derrotado Chicago nas escolha da sede das Olimpíadas. No Brasil, a repercursão foi maior que a necessária. Vários políticos comentando o fato e se indignando com isso. Ora. Piada é piada. Fazemos várias com tantos países, com tantas cidades, e nem por isso o mundo fica indignado!
Umas das respostas mais sem necessidade é do Prefeito do Rio, Eduardo Paes. Ele gosta também de um bom trocadilho, mesmo em eventos sérios. Então por que se preocupar tanto com isso? Ele afirmou que a piada foi "dor de corno", mas o que tem haver o "corno" na história. Por acaso, Robin Williams é casado com Chicago e o Rio o traiu? Ou ele quis simplesmente ofender de forma barata o ator? Talvez tenha tido a intenção de dizer "dor de cotovelo", "inveja", ou algo assim.
Pior mesmo foi a conclusão, disse que o Prefeito de Chicago escreveu para ele felicitando pela conquista. Que bom, pois isso demonstra toda a gentileza do colega. Em vez de elogiar a cidade rival, que nada tem haver com as declarações do Senhor Williams, Paes emenda um comentário sobre a cidade americana, dizendo que ela é que mais está acostumada com "negócio de caminhos tortuosos". O que ele quis dizer com isso? Se for uma alusão à época de Al Capone, melhor então pedirmos conselhos e ajuda para saber como eles resolveram o problema e transformaram Chicago numa das mais seguras cidades dos EUA.
De qualquer forma, deveríamos ter deixado essa piada passar ao largo. Sem demonstrar nenhuma inquietude. Afinal, assim, teríamos demonstrado o quão insignificante ela foi.

Mais uma derrota

A política externa brasileira sofreu mais uma derrota vergonhosa. A maioria dos países tendem a reconhecer as eleições hondurenhas e o presidente deposto, Manuel Zelaya, vira um abacaxi nas nossas mãos. Abrigado na embaixada brasiliera há mais de três meses, ele agora fica sem rumo e nos deixa numa situação vexaminosa.
Não é a primeira vez que Amorim nos leva a uma derrota. Apoiamos um egípcio para a Unesco, dispensando um brasileiro favorito ao cargo, Márico Barbosa. E o que aconteceu? Venceu a Búlgara Irina Bokova, que deve estar muito satisfeita com o Itamaraty.
O Governo diz não reconhecer as eleições hondurenhas, que foram tranquilas e tiveram mais de 60% de participação do eleitorado, contra cerca de 45% na eleição de Zelaya. Lá, o voto não é obrigatório (temos algo a aprender com eles). Mas não estamos sozinhos, do nosso lado estão a Bolívia e a Venezuela. Que parceiros!
O que eu não entendo é por que o governo é tão solidário com Fidel, que é um ditador, e resolver dizer que o "golpe" de Honduras pode inspirar outros países. Sei, isso foi um golpe muito duro no Bolivarismo de Chavéz, e isso é o que irrita nosso governo. "Como ousam nos enfrentrar?"
O mito já começa a ruir lá fora, nada melhor do que uma exposição para que a revelação venha à tona. Acho que Obama já está se arrependendo de ter dito "he is my man".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Filme dele

Vai estrear no fim de ano o filme do Lula. Por isso, decidi colocar aqui algumas postagens com trechos da realidade que, ao meu ver, é muito mais interessante e divertida.
Não poderia deixar de começar com um grande vídeo, onde o ator principal tem uma definição sobre a poluição. Seguindo essa lógica apresentada, seria muito fácil pra viajar, sem gastar tanto combustível. Bastaria subir num balão e  esperar o destino passar bem embaixo e descer. Não entendeu nada? Calma, veja o vídeo e tudo será explicado.



Lula e o mundo redondo...chamem o Barthô!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A queda

Nove de novembro de 89, nessa data cheia de noves aconteceu um dos eventos mais importantes do século passado: a queda do muro de Berlim. Mais do que apenas a retirada de uma barreira de concreto que dividia famílias, representou-se ali a derrocada de um sistema de governo que aprisionava seus cidadãos, tornando-os propriedade do Estado.
Vinte anos depois ainda precisamos reforçar a crença na democracia. Muitos daqueles que acreditavam que o comunismo poderia ser a saída para o fim da desigualdade, para a construção de uma sociedade justa, não mudaram de ideia. Entretanto, agora eles usam a própria democracia para chegar ao poder e implantar ao seu gosto um novo socialismo. Novos muros ainda precisam ser derrubados.
Como mineiro preciso reafirmar minha convicção na liberdade, ainda que tardia. Não quero ninguém pensando por mim ou decidindo minha vida. Não quero ser propriedade de ninguém e quero que as que tenho sejam preservadas.
Não poderia deixar de marcar essa data aqui no blog. Aliás, devemos comemorá-la todos os dias, para jamais esquercermos que a liberdade é nosso maior bem.

domingo, 8 de novembro de 2009

Uniban

O que leva alguém a agir como bárbaro? Díficil saber. Parece que essa atitude está dentro de cada um, só esperando um estímulo para aparecer. A histeria coletiva tomou conta de vários alunos da Uniban. Uma aluna com vestido curto foi o estopim para que colegas de faculdade agissem como bárbaros e ameaçassem linxá-la.
Quando tudo parecia estúpido demais, vem a decisão da Universidade: expulsou a aluna! Ou seja, o fato de alguém aparecer em trajes não adequados é razão suficiente para que ela possa ser agredida. Onde estamos? Bem, seguindo essa lógica, se algum aluno a estrupasse, poderia ser justificado? Culpa da vítima, quem mandou aparecer tão "oferecida".
Mas, segundo a Universidade, existe uma outra culpada: a imprensa. Só faltou usar o termo mídia, adorado pela esquerda ultrapassada do país (aqui em sentido explicativo, não restritivo). Estamos em um tempo complicado no Brasil. O crime aqui está tendo outra conotação. Negociamos com traficantes em favelas, elegemos pessoas incomuns que podem praticar alguns crimes, atacamos a imprensa por todos os problemas do país, enfim, os direitos individuais estão em cheque.
O autoristarismo está cada vez mais exarcebado. Nesse caso está claro que tipo de educação está sendo passado aos jovens. Aliás, desde a época em que eu estava em uma universidade, já observava como a ideologia estava espalhada por todo lugar. Claro que seria mais fácil culpar uma pessoa do que investigar várias outras.
A sociedade precisa intervir nesse caso. Apesar de não haver nenhuma manifestação nesse sentido, é necessária uma intervenção nesse caso. A História conta que de pouco a pouco se chega ao impossível, para o bem ou para o mal. No Brasil, parece-me claro qual caminho estamos seguindo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Rio

Não podemos mais fechar os olhos para a violência no Rio. Agora somos vitrine para o mundo. Após a conquista para sediarmos as Olimpíadas em 2016, todos estão atentos aos acontecimentos na cidade, principalmente os espanhóis. Como têm uma cidade mais tranquila no quesito viloência, ainda podem sonhar com uma mundança de sede. É pouco provável que aconteça, mas não fica bem que a cidade que vai receber milhares de turistas e atletas fique estampando manchetes sangrentas nas capas dos principais jornais mundiais.
Sem dúvida, a questão é bastante complexa. O Rio não fabrica armas pesadas, elas vêm das fronteiras internacionais. Uma intensificação da fiscalização por parte da Polícia Federal é inevitável. Aliás, esse foi um dos temas discutidos nos debates na última eleição presidencial, mas o brasileiro parece mais interessado em salvar as estatais do que livrar a população carioca das armas e drogas.
A sociedade precisa entender que ela faz escolhas, e essas dão o caminho a seguir. De que adianta fazer tantas manifestações a favor da paz, se logo depois compra-se uma manconha, uma cocaína com aquele traficante de plantão. Fazemos parte da solução e não podemos negar isso.
Por todos esses fatos, precisamos elevar o debate. Precisamos de pessoas que realmente tragam soluções viáveis. Não essas que andam pelo Congresso, como liberar pequenos traficantes para "sobrar" estrutura policial para ir atrás dos grandes. Essa lógica é incompreensível. Há de se ter tolerância zero com o crime, e jamais fazer negociações com criminosos. Não custa lembrar que já foi assim no Pan e no caso das armas roubadas do Exército.
Temos o poder e o dever de mudar o panorama. Uma união entre todos os níveis governamentais e da sociedade poderia ser um bom começo, contudo alguns só pensam em viablilizar candidaturas para o ano que vem.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Cena histórica

Hoje foi divulgada uma imagem histórica. Lula e Collor juntos de novo. Mas agora estão do mesmo lado, não em um debate. Não houve xingamentos, mas abraços. Como diz o ditado: nada como um dia após o outro. Isso só vem a corroborar com uma tese que eu tinha em 1989: estávamos entre o caldeirão e fogo.
Um era ruim e outro péssimo. Na época eu não votava ainda. Mas, certamente, teria anulado o voto. Que eleição! E foi a nossa primeira direta. Tinha que dar errado mesmo. Mas, se Lula tivesse se elegido naquela época, poderia ter sido menos pior. Já que, com as ideias que ele tinha, o país teria se afundado ainda mais. Cairíamos em uma moratória, a inflação continuaria alta. Mas, aì você pensa: "você não disse que teria sido menos pior?". Teria, pois o mito acabaria. Não havia reeleição e não teríamos esse desgoverno agora. Ver um partido negar sua história. Fazer qualquer coisa para chegar ao poder e mantê-lo. Ouvir contradições mil. E o pior: perder o período de crescimento internacional e ver todo esse fisiologismos e aparelhamento da máquina.
Bem, história não se muda, e temos que continuar com a nossa desse jeito mesmo. Pelo menos espero que tenhamos aprendido algo.

Investigação na Petrobras

Saiu a definição de quem vai comandar a CPI da Petrobras. Como era de se esperar ficou nas mãos dos governistas. E não de qualquer um da bancada, mas de Romero Jucá e João Pedro, relator e presidente. Com certeza atrapalhará as investigações, já que o Governo demonstrou total falta de vontade na instalação dessa Comissão.
Contudo, CPI é uma caixa-preta. Ninguém sabe o que vai sair dali. Tudo pode acontecer. Esperamos que algo de concreto aconteça agora, pois toda CPI acaba não resultando em nada.
Uma das contribuições que poderia serdada é acabar com as nomeações puramente políticas. Deveria haver critérios de qualificação, principalmente para os cargos de Presidente das estatais. Na verdade, para o bem da gerência, esses cargos deveriam ficar por escolha da assembleia de acionistas, ou no máximo, haver algum concurso para preenchimento das vagas. Seria um bom caminho para se diminuir o fisiologismo, evitando que os governantes ficassem a mercê das chantagens políticas em troca de apoio.
Você deve estar imaginando que isso é uma utopia. Pode ser. Mas depende de nós mudá-la. Hoje temos a Internet a nosso favor e ela pode ser uma ferramenta muito valiosa no combate às más práticas na política.
A partir de agosto, poderemos pressionar os senadores que fazem parte dessa CPI. Podemos cobrar e exigir respostas concretas às mazelas do sistema atual. Faça tambéam a sua parte.

sábado, 11 de julho de 2009

Sarney

Se a indiginação ainda não tomou conta do país, a reportagem de Veja nessa semana não deixa espaço para sua falta. Sarney está envolvido em mais uma escândalo. Agora apareceu uma conta no exterior não declarada. O gerente dessa conta era nada mais que Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, que está sob intervenção do BC.
Os recursos alocados no exterior somam quase um milhão de reais. São sempre cifras grandes envolvidas nas negociações dos parlamentares pegos em fraudes. Vai ser uma semana difìcil para o presidente do Senado.
Não distante de toda essa confusão vai estar o Presidente da República, já que sá suporte quase que incondicional ao fiel escudeiro no parlamento. Só quero ver a cara do Mercadante tendo que explicar mais essa. Desde que Lula assumiu o governo, ele só tem se afundado como político. Além de perder vergonhosamente a eleição para o Governo de São Paulo, agora mancha sua biografia com discursos de proteção a Renan e Sarney.
Mas, acho que o PT não mudou, agora está é transparente. Sempre tiveram a máxima de que os fins justificam os meios. Por isso, valeu qualquer coisa para conquistar o Governo Federal, e continuará valendo para mantê-lo. Depois de lançar a candidatura de Dilma, agora precisa haver as costuras para o apoio do pior partido: o PMDB. Isso deixa o PT vulnerável e entricheirado nessa guerra pelo poder.
Vamos esperar e ver o que os Senadores vão achar disso tudo. Parece que a permanência de Sarney na presidência da casa está cada vez mais comprometida. Já vimos esse filme.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Incoerência

Às vezes acho que existem pessoas que desconhecem a lógica. Tentam explicar o inexplicável. Mas, no fundo, nós é que temos que entender qual a linha de pensamento desse pessoal. Celso Amorim não acha estranho que o Brasil queira acabar com o embargo a Cuba e aceitá-la de volta à OEA, mas condena o novo governo de Honduras por classificá-lo como golpista, e o quer fora da OEA.
Qual a explicação ele usou pra isso? A revolução cubana tem 50 anos e a de Honduras não vai durar três meses. Será que entendi? Ditadura boa é ditadura longa? As curtas temos que condenar? Será como ele classifica a nossa? Durou tempo o bastante? Tenho até medo.
Já o patrão do sábio não fez por menos. Foi para a África chamar de irmão uns dos maiores ditadores do planeta. Já até mandou derrubar um avião da Panam cheio de passageiros. Mas ele é bondoso e se ofereceu para indenizar as vítimas, que ato! Agora, Honduras? é um absurdo. Segundo o mandatário do nosso país, temos que agir rápido e com rigor.
No fundo, há somente uma lógica nisso tudo. Se você está do meu lado, pode tudo. Se não está, não pode nada. Como as instituições de Honduras disseram não ao modelo Chavista para a América Latina, foram condenadas. Mas Fidel, Chaves, Lugo, Evo e Correa gozam de um imunidade fora do comum. Ah, claro, ainda tem Ahmadinejad, que segundo a visão do sábio do Planalto não poderia ter fraudado as eleições, pois a margem foi muito grande. Seguindo essa lógica, todas eleições de Sadam foram legítimas, já que se elegia com 99% dos votos.
Ainda tem gente que classifica nossa política externa um sucesso. Bom, devem ter estudado na mesma escola dos sábios do governo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Desafios globalizados

Desde que o Brasil estimulou as exportações que mais empresas vêm se desenvolvendo e lucrando com a conquista de mais mercados. Contudo, assim como se surfa na onda do crescimento, também se despenca quando o mundo entra em crise. O agronegócio vem sendo o setor que mais cresce no país. Cada vaz mais compradores se interessam por nossos produtos, geralmente mais baratos e com boa qualidade. Ainda enfrentamos desafios colossais, como os subsídios e a entrada em países cujo mercado possui mais regras e restrições.
Sem dúvida nenhuma, quando um páis rico resolve subsidiar sua produção agrícola, a nossa exportação é prejudicada. Poderíamos vender muito mais, pois nossos preços são extremamente competitivos. Esse  impasse só será minimizado quando os protecionistas vislubrarem que a competição é salutar. Mas, o primeiro pensamento deles é sem dúvida a falência e o desemprego de seus produtores. É uma tarefa gigantesca para a diplomacia brasileira. E esse é o caminho. Não podemos, simplesmente, ignorar esse mercado, ou viver apenas com o consumo interno. As rodadas de Doha não avançaram, mas precisamos continuar nessa luta, precisamos continuar com os debates e as negociações no sentido de, no mínimo, diminuir os pesados subsídios.
Não só a agricultura sofre os efeitos da globalização. Há pouco tempo enfrentamos a febre aftosa. Quando pensamos que ela havia sido disimada, voltou. Isso prejudicou sobremaneira as vendas para o Oriente Médio e a Rússia, dois grandes compradores. Assim como nos beneficiamos da febre aviária que atingiu a Europa e aumentou nossas exportações do produto, também sofremos com a doença no rebanho brasileiro. Isso nos força a melhorar o controle das fronteiras extranjeiras. Temos como vizinhos países que ainda sofrem com esse tipo de epidemia, e, invariavelmente, temos trazido para nossos rebanhos animais infectados. Devido à nossa imensa divisa, esse trabalho se torna gigantesco. Avançamos bastante no controle do gado, com tecnologias de ponta, como o uso de gps. Também a vacinação avançou bastante, ficando bem mais fácil o trabalho dos vistoriadores de órgãos dos países compradores.
Hoje, como podemos observar, o local tem implicações globais. Uma crise, uma epidemia, tudo é motivo para que sejamos afetados, trazendo benefíicios e também prejuízos. Não podemos pensar que isso é um mal ou um bem absolutos. Precisamos saber tirar proveito de cada fase, pois, só assim, conseguiremos nos colocar frente aos desafios globalizados. 

domingo, 21 de dezembro de 2008

Mais um ano de Congresso

Mais um ano se passou e o Congresso não surpeendeu: não votou nada de interesse da população. No apagar das luzes ainda criou mais de 7000 vagas de Vereadores. Só pra lembrar, Vereador é o codjuvante na administração municipal. Ou seja, mais gastos, mais impostos, menos serviços prestados.
O pior de tudo é que isso foi votado pelo Senado. Exatamente por ser uma casa onde os representantes não dependem tanto da regionalidade, a pressão exercida por Vereadores e Prefeitos é menor. Mas da nada adiantou. Ainda por cima acabaram com a cláusula que estipulava que não poderia haver aumento de repasse de verba para as Câmaras Municipais. Isso já passou de vergonhoso, está no campo da pilantragem. Um afronto à população que trabalha e paga seus impostos.
A Câmara dos Deputados tentou colocar um pouco de panos quentes no assunto. Não assinou o projeto, por isso, ele ainda não será convertido em Lei. Menos mal. Porém, vale lembrar que aquela casa votara pelo aumento do número de Vereadores também. É apenas um desacordo inicial, ano que vem tudo se acerta entre eles de novo. E nós? Bem, nós continuaremos no mesmo lugar: no banco dos prejudicados.
Por isso, deveríamos começar uma campanha de renvação 100%. Na próxima eleição não votar em nenhum deputado ou senador que já tenha um mandato. Com isso estaríamos demitindo essa porção que não nos representa, que vai sempre contra nossos interesses. Já é hora de mudarmos a posição de mandantes.
Para que isso aconteça é necessária uma mobilização. Precisamos de adesão. Difundir essa idéia. Fazer crescer nossa insatisfação. Divulgue, passe essa idéia adiante. Assim poderemos fazer diferença.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eleição

Enquanto estou aqui no interior de Minas, passei pelo período eleitoral. Pude confirmar que realmente partido político é mero instrumento para candidatura. Aqui chegou a ter o PT de um lado, junto como DEM, contra o PSDB, muito engraçado. Ná há a mínima identidade nacional nos partidos, contrariando a Constituição, que os coloca como de caráter nacional.
Aliás, caráter é o que mais parece faltar aos partidos. A maioria das escolhas são fisiológicas. Servem apenas para dar continuidade no poder. Competência é o que menos se procura em um candidato. Não há a menor dúvida de que a popularidade é o que conta. Se for populista, melhor ainda.
Eu tenho uma tese: que cidade com menos de 50.000 habitantes não deveria haver eleição pra prefeito. O dinheiro que é gasto durante o pleito é enorme. Deveria haver a indicação do Governador do Estado, que estaria encarregado de controlar os gastos dos escolhidos. Esses poderiam ser destituídos dos cargos a qualquer momento.
Logicamente, os Vereadores seriam extintos. São apenas sangue-sugas do dinheiro público. Nessas cidades, eles fazem apenas uma reunião semanal e são controlados pelo Prefeito. Todos têm outro emprego e cuidar da cidade é apenas uma tarefa secundária. Leis? Podem me pergunta. Não as fazem, uma vez que alguns não sabem nem ler, quanto mais redigir.
Em Minas, mais da metade dos municípios não possuem 10.000 habitantes. Seria uma economia e tanto, com pagamento de pessoal, de eleição, e também de conflitos. Esses são o que mais ocorrem. O poder da Prefeitura faz pessoas perderem a compostura e a descência. Chegam ao ponto de brigar com amigos e familiares só para estarem do lado do de quem governa. Um absurdo e uma vergonha.
Tenho certeza de que essa idéia jamais iria prosperar no Brasil. O que aconteceu foi exatamente o contrário. O Congresso aprovou uma lei que aumenta o número de Vereadores. Corporativismo puro. Fazer o quê?!.
Bem, pra isso tudo só existe uma saída: educação em massa.